E nada de ausência de siso e outros indicadores de evolução genética. Elas são é antenadas, plugadas, rápidas demais.
Todo mundo fala que criança não tem preconceito, mas eu lembro de quando pequena, quando encontrava alguém deficiente na rua eu olhava de lado, puxava a barra da saia da mãe e me perguntava porque a pessoa era assim ou assado.
Não sei os outros mas Bia nem realiza que existe diferença. Talvez seja a idade, mas o fato é que ela demonstra enxergar a todos de uma só maneira.
Dia desses flagrei uma cena. Ela ama barbies (como não?) e quando pequena ganhou uma “genérica" que veio de brinde numa promoção do Leite Moça. Muito pequena ela logo quebrou as pernas da boneca e assim ela foi ficando, lado a lado com a coleção que foi aumentando com o passar dos tempos.
Daí que eu pego ela arrumando todas as barbies (inclusive a tal) e percebo que ela sempre a coloca numa cadeira, mas bonitinha, arrumadinha como as outras “amigas”. Fotografei e perguntei:
Filha, que lindas suas barbies, porque só esta fica na cadeira e as outras não?
Sexta passada foi dia de festa na escolinha em homenagem ao Dia das Mães. Acho que é uma das festas mais esperadas do ano, porque sabemos que a escola capricha demais!
Este ano, aproveitando o tema do semestre (Heranças Culturais), elas resolveram fazer a festa da África. Achei um barato e principalmente porque ao invés de cair na onda de lembrar o país que sediará a Copa deste ano, a escola explorou ao máximo todas as possibilidades que este continente traz.
Teve turma que foi sobre o Egito e as crianças vieram de Faraós e Cleópatras, outra relembrou as baianas e cozinheiros, também teve os safáris, e como não podia faltar: os capoeiristas.
A turma de Bibi veio de cozinheiros e baianinhas, uma coisa linda de morrer!!!
Ela havia ensaiado, disse que ia “dançar como ninguém”, mas travou quando viu aquela plateia cheia de mães munidas de máquinas, com lágrimas nos olhos (eu era uma, é claro!).
Mesmo assim fez bonito, e curtiu, que é o que importa.
De quê? De bestagem… de abandonar este blog achando que não vale mais à pena.
Que ninguém me lê… que não é interessante… que não tenho assunto.
Hoje, final do dia das mães, marido roncando depois de muitas cervejas; menina lutando contra o sono e eu me recusando a ver Garota Supersábia: resolvi reler algumas coisas.
E adivinhem? Eu gostei do que lí! Me diverti, relembrei momentos tão legais…Comentários que valeram tanto à pena!
Então chega de frescurada!
Olhei pra bateria do lappie e ainda tinha 5 minutos pra escrever este post. Era agora ou nunca mais… cobrança da hospedagem na minha caixa de entrada e a decisão a tomar.
Well, well, cá estou pra falar sobre as minhas férias… e olha que eu já tô precisando de outras!!!
Mas como viram no post anterior (ou não! rs) fomos novamente à Argentina, mas dessa vez passamos em Bariloche, pra conhecer um pouco do charme que todo mundo que vai, comenta. Aí tem gente que reclama:”Mas Argentina de novo? Vai pra outro país…” Povo chato! A viagem é minha, dá licença?
Mas eu não tenho vergonha e vou explicar:
1) É um país acessível em termos de grana e também é perto.
2) Já vimos como Bibi se comporta por lá… com a comida, os passeios…
3) Já conhecemos tudo (nós papais) então é só levar a pequena nos lugares que dá pra ela frequentar
Dito isto, e aproveitando que na época que fomos (final de março, início de abril) o clima está agradável, mas já friozinho, embarcamos de mala, bota e casacões em mãos!
Bibi já é uma mocinha então a viagem foi bem mais tranquila. Ela desmaia em aviões gente, tanto quanto eu em viagens de carro. Mãe pobre, filha phyna… he he he
Mas vamo combinar: Saímos de Salvador às 6 da manhã, fomos pra Guarulhos, de lá pra Buenos Aires (Ezeiza) trocamos de aeroporto (Aeroparque) e de lá pra Bariloche. DEZ horas de viagem até chegar em Bariloche. #mimata
Olha, ficamos num dos hotéis da rede Pestana, somos do clube, etc e tal… mas gente… não é um hotel. É O hotel. Fica numa reserva privada à beira do Lago Gutierrez, o Arelauquen. Dentro da reserva funciona um condomínio de Golf e Pólo, ou melhor, um condomínio chique pra gente metida e endinheirada até onde não poder mais. Cada casa de babar! E daí tem esse hotel… que tem uma vista… afff.
É um programa super ultra romântico. Tem paisagens lindas, aquele friozinho… Mas também deu pra aproveitar com a pequena. Fizemos uma cavalgada pelo bosque de Arelauquen, mas também tinha rafting (pra crianças!), escolinha de golf, canoagem…fora o próprio hotel e toda infra disponível.
Bariloche é linda! Aquelas montanhas são surreais, fiquei imaginando com neve e queremos muito voltar lá!!
A cidade tem umas lojinhas engraçadinhas, chocolate artesanal até as tampas, couro (pra quem gosta) e tudo que você imaginar feito com rosa mosqueta. Eu comprei uns creminhos indicados pelo personal-super-guia-vip “Ror-rre” que não podem deixar de ser mencionados. Ozona é a marca. Invistam sem dó nem piedade. O “Young hands” à base de uvas é coisa pra passar nas mãos e desmaiar de emoção! Acreditem…
Fizemos vários passeios interessantes, quem quiser dicas email-me pra esse post não virar um artigo.
Após 4 dias fomos pra Buenos Aires onde ficamos no já conhecido Pestana da 9 de Julho. Pertinho de tudo, visitamos alguns shoppings, o Zôo…
Resolvemos levar o carrinho pra nos poupar do colo nos aeroportos e tb nos passeios em Bue, que podem ser feitos à pé. O coitado do carrinho quase desmonta com o peso dela, mas super valeu à pena.
Cabou a viagem da família e começou a minha exatamente no momento que pisei no freeshop de Ezeiza… o sonho das divas.. a melhor loja Mac de freexas ever! Aí sim Bibi deu trabalho.. porque não dá.. ou eu ou o pai tinhamos que abrir mão de vasculhar as prateleiras maravilhosas pra olhar a pequena.
Mesmo assim deu pra dar uma animada na minha necessaire.
Agora sim: Chega de Argentina! #prontofalei
E voltamos, felizes da vida
Depois do turbilhão de novidades nesta família, temos uma semaninha de descanso pela frente. Aproveitamos a semana santa, uns dias de folga acumulados e a semana que antecede a minha mudança pra Aju e viemos pro país hermano.
Lembram que Bibi teve aqui conosco com apenas 1 ano e 1 mês?
Queríamos muito relembrar aquela viagem, a 1ª viagem com ela pra fora do país e que foi tão importante, cheia de significados… ai ai, foi em Buenos Aires que Bibi aprendeu a andar, deu os passinhos mais lindos do mundo, com os bracinhos pra cima, no Parque Japonês.
Mas enfim, queríamos voltar pra cá, mas variar um pouquinho, então escolhemos San Carlos de Bariloche. Ainda sem neve mas já com o friozinho do outono, parecia perfeito pra apresentar à pequena uma paisagem totalmente diferente, um relevo montanhoso, com os belos lagos que existem por aqui.
Então viemos.. e que perrengue!
Não tinha ideia de como era dificil chegar aqui! A TAM só nos dava opção de vôo de madrugada e eu jurei que não viajaria mais com a Bia esse horário. Ela chapa geral e meu braço não aguenta mais os 15 quilos. E o stress quando acorda? Totally mau humor pro resto do dia!
Então, desmembrei as passagens e saí cedinho de SSA, fui pra Guarulhos, de lá pra Buenos Aires e por fim de lá pra Bariloche.
Ufa! Até Bia largou essa:
“Ôtro avião mamãe? Arre! Tlêis…” Hahahaha
Após 12 horas de viagem, chegamos num dos lugares mais lindos que já ví… Uma reserva, às margens do Lago Gutierrez cercada de montanhas, com nuvens baixinhas, parece que estamos sempre flutuando.
Muito frio, pros meus padrões, é claro… Bibi e o pai estão flanando por aí de bermuda, calça fininha. E eu de bota, morrendo de frio com os 8º da montanha, que convenhamos, não é a mesma coisa do asfalto.
Diante dessa beleza não me arrependo mais de ter vindo aqui mesmo sem neve. As opções de lazer são menos restritas aos esportes de neve…
Amanhã eu conto o que andamos fazendo por aqui.
Agora vou voltar ao meu vinho, e mais tarde compritas na cidade.