Já vou começar o post com uma pausa pra registrar que ao sairmos de Cartagena rumo à ilha de San Andrés, começamos a perceber o “ônus” de viajar pra um país onde o tráfico de drogas é tão marcante: as revistas começaram. Primeiro nas malas (uma a uma, antes mesmo de fazer check-in), depois um “bacolejo” de leve (tá bom… o de Celsinho não foi tão leve assim, e ainda foi por uma mulher!!!) gente, até Bia foi revistada, pena eu não ter fotografado a cara que ela fez quando a “puliça” apalpou a bichinha. Pensam que acabou? Na hora que pousamos, mais revista na mala… acho que eles pensam que alguém colocou alguma coisa ainda no compartimento de carga do avião.
Quer saber? A visão geral da ilha que tivemos do avião nos deixou tão extasiados que nem nos demos conta dos inconvenientes.
Uma única frase descreve a beleza de San Andrés: o mar deles tem sete tons de azul diferentes.
Cês gostam do azul profundo do mar de Noronha? Do esverdeado de Maceió? Pois minhas colegas, vou lhes dizer… Caribe é caribe e basta! Não tem mar mais bonito.
O tempo não deu trégua pra gente, mas passamos a não dar bola pra ele. Saímos, passeamos, mergulhamos e fomos à praia, com chuva ou não!
Ficamos hospedados num hotel da rede Decameron, eles têm seis resorts all-inclusive na ilha,mais um clube de praia e sabem o que isso significa? Deixa pra lá né? Comida e bebida nem é tão importante assim…. Só o nosso tour etílico de tomar um drinque em cada bar de hotel, aproveitando pra dar a volta no gueto, ops, na ilha!
O nosso hotel foi o Decameron Aquarium, e como o nome diz, ficamos mesmo dentro da água, andamos sobre plataformas de madeira e acordamos com os peixinhos na varanda, com uma vista que ahhhh…. sensacional!
A ilha é conhecida como o paraíso dos mergulhadores, pq o que não falta são picos pra mergulhar. Dizem que a visibilidade embaixo dágua atinge os 50 metros de profundidade, mas não fui tão fundo. Apenas fizemos um passeio absolutamente fantástico e que era um grande tabu pra mim: o mergulho com as arraias. Depois da morte acidental do Steve Irwin, as arraias foram vilaneadas, mas nem vou entrar nesse mérito, apenas dizer que é absolutamente seguro, que elas não são de cativeiro e por isso merecem ser respeitadas e que é maravilhoso nos ver rodeados por elas. Dá uma paz, uma noção de que não somos nada. Fora que elas são muito cute! Por isso não fujam da raia!
Minha pequena AMOU essa ilha. Ela já acordava vibrando, querendo ir pro café da manhã surrupiar pãezinhos pra jogar pros “pissinhos”. Era um tal de “vai pissinho, pega” “pegouuuu”. A gente morria de rir!
No geral foi uma viagem muito mais fácil do que a primeira que fizemos com ela. Como a minha sábia amiga Mic diz, melhora à medida que eles vão crescendo. Agora ela já come de tudo, já suporta passeios mais longos, se for preciso a soneca da tarde é adiada sem problemas. O chato ainda é o trabalho com as mamadeiras. Mas fala a verdade, essa menininha tá ou não tá feliz?
Sugestões para San Andrés:
Quando chegar na ilha, faça um “isla-tour” pra conhecer tudo. Dura umas 2/3 horas e tem umas paradas legais. Mas faça de chiva (um ônibus aberto e coloridão que eles têm por lá) ou de trem. É mais barato e acho que a gente curte mais, pq tá no clima, sabe? Com as vans de turismo perde-se um pouco da naturalidade da coisa. Não ligue pras entradas das paradas, pague na hora mesmo o que tem curiosidade. Eu não recomendaria a tal “Cueva de Morgan”, um museu muito do mofado em homenagem a um pirata inglês que teria escondido um tesouro por lá. Não deixe de ir no Aquário (natural) dar comida aos peixinhos, lá também dá pra mergulhar, mas é um paredão, então rola uma adrê básica.
Se puder fazer só um passeio turístico, vá conhecer a Ilha Johnny Cay, uns 20 minutinhos de barco. Geralmente é um pacote: Aquarium e Johnny Cay; Essa Aquarium é meio muvucada, e quase não dá pra ver peixe nenhum… eles fogem ÓBEVEO! Mas Johnny Cay…. ai ai ai…ilha de folheto de agências de viagens!!! Até a areia é perfeita!
Eu só não entendo essa disgrama desse banana-boat em tudo que é lugar… o povo não se emenda… coisa cafona e chata! Até vá lá num resort, mas num paraíso ecológico, um lugar onde a gente paga taxa de preservação pra entrar? E ninguém percebe que aquilo é impactante pro meio ambiente? Aliás… né por nada não… mas falta um IBAMA na Colômbia.
A ilha é porto livre e isso significa preços camaradas. Perfume vale à pena e alguns eletrônicos também, mais, muito mais que no free-shop brasileiro. Marido surtou na loja da Tommy Hilfiger… foi lá duas vezes pq eu segurei! Lá vende MAC mais barato que Avon, tá?! No free-shop do aeroporto de Bogotá a gente também encontrou eletrônicos absurdamente baratos, coisa de diferença de 200 dólares pro free-shop brasileiro. Compramos um Nintendo Wii que já queríamos há muito tempo e eu agarrei o Fit com unhas e dentes… estamos firmes e fortes treinando juntos todos os dias rumo aos 52 quilinhos. hehehe
É isso meu povo. Essa foi a nossa viagem rumo ao desconhecido. Consegui cumprir em parte um item da minha listinha pra 2008, conhecer dois países, lembram?
Colômbia…. hasta la vista, baby!