Na virada do Caleidoscópio

December 2, 2008 - 11:21 am

#day 3, californicationscope I

Todo mundo já brincou com um desses. Eu adorava, tinha uns pequenininhos que eu vivia perdendo na bagunça do meu quarto. Anos depois quando ví um “de verdade”, num museu, aquilo me trouxe tantas lembranças boas. Ilusão, fantasia, beleza, arte… tudo misturado num pequeno cilindro…

Engraçado, nossa vida é feita mesmo de metáforas. A gente vive tentando encontrar referências, predizer sonhos, planejar o futuro. Tudo tão “humano” mas ao mesmo tempo tudo tão passageiro.

Atualmente a metáfora da minha vida me remeteu ao Caleidoscópio, mas pela primeira vez eu associei o instrumento à coisas distintas das que ele me trazia na infância.

Sabe quando viramos ele? Aquela coisa de transformação, de destruição pra reconstrução.

Vidro estilhaçado, tudo quebrado, aparentemente sem sentido, mas que faz parte de uma coisa só. Basta apenas que nos movamos pra que tudo se transforme novamente em uma coisa bela.

E essa opção, de recomeçar, é o que nos dá esperança.

Que tudo se transforme na vida de vocês. E sempre pra melhor!

3 Responses to “Na virada do Caleidoscópio”

  1. Geraldine Says:

    Ô, Cí, que tudo mude mesmo pra melhor, querida! Um beijão e fique com Deus!

  2. Andrea Diogenes Says:

    A gente tem que acreditar , não é mesmo. Bjss em Bia.

  3. Patricia Malheiros Says:

    Oi Cintia
    Essa estória de caleidoscópio me deu uma saudade enorme da minha infância. Assim como vc eu fica um bom tempo girando o caleidoscópio, encantada exatamente com a sequência “destruição-reconstrução”. Ficava impressionada porque as figuras nunca se repetiam por mais que eu tentasse desfazer o giro. Eram parecidas, mas nunca iguais. Mais saudades ainda me deu porque o meu pai fabricava os nossos caleidoscópios. Artesanal, mas muito bem feito. Era tubo de papelão encapado de papel de presente, com os devidos vidros e espelhos, e pedaços de tudo lá dentro! Muito legal! Ainda restam alguns perdidos lá na casa da minha mãe. E sabe, vou procurá-los e entregar aos meus filhos que nunca foram apresentados a um.
    Falando da vida, que é comparável ao caleidoscópio, já ouvi e vivi, que quase sempre é preciso destruir para reconstruir. Nunca da mesma maneira, nunca mais igual, sempre melhor … com amor. É o essencial!
    Tudo de bom!

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