A verdadeira "fada" dos dentes
Jan 28, 2009 Bia
Semana passada te levei pela primeira vez no dentista. Tem sido cada vez mais difícil te convencer a escovar os dentinhos, a história da minhoca que se esconde lááá atrás, não tá colando mais.
Eu queria fazer uma revisão do estado geral da sua dentição, já que sua titia dentista tinha percebido que você estava com a mordida aberta. E também, semana que vem começam suas aulas e você fatalmente será apresentada ao mundo do “açúcar”.
Eu ficava lembrando de um cartaz no consultório da dentista que eu ia quando pequena: “Prevenir é o melhor sorriso!”.
Você foi exatamente na mesma dentista, filha, a Tia Cida. Ela é odontopediatra, mas cuida da mamãe e de todas as suas titias até hoje. É a mesma cadeira cor de rosa, as mesmas mãos delicadas cheirando a erva-doce, e aquela vozinha suave que nos faz sentir confiança.
Mas eu sabia que ia ter resistência. Você não é fácil. Tem medo de “mético” desde que tiraram seu sangue com 1 aninho de idade. Viu jaleco, acabou. Fechou o tempo. E vamos combinar que muita gente tem medo de dentista. Ou simplesmente não gosta de ir.
Eu não filha. Pra mim não faz diferença. Já até dormi enquanto a tia restaurava uma das quatro obturações que tenho. Deve ser por isso… tenho dentes fortes, nunca precisei de canal e essas coisas que devem doer de verdade. O máximo que precisei foi extrair os sisos porque não tinha espaço pra eles. E prática que a mamãe é, tirei logo os quatro de uma só vez. E nem doeu, juro!
Da sala de espera você adorou! Cadeirinhas do seu tamanho, lápis coloridos e papel pra você desenhar. Farra garantida!
Mas lá dentro foi outra conversa…
Não adiantou eu sentar na cadeira e fazer uma revisão geral. Te mostrar que a tia olhava a boca da mamãe e não doía. Você não quis conversa! Até se interessou pelo brinquedo que tinha um dente e um bichinho que morava nele, mas não deixou a tia ver os seus.
Entre um gritinho e outro, você abria a boca, é claro, e a tia rápida no gatilho identificou os indícios da tal mordida aberta.
E me tranquilizou: se tirarmos a chupeta e a mamadeira até os 3 anos, volta tudo pro lugar.
Como se isso fosse fácil, né?
Ai, ai… vida de mãe é difícil…Mas um dia de cada vez. Hoje cumprimos a ida ao dentista, que apesar da sua falta de colaboração, cumpriu seu objetivo e tranquilizou essa mamãe.
Ah! E o anel de brinde, que até hoje a tia me oferece quando vou lá, você não dispensou. Disse muito feliz com todos os dentinhos à mostra:
QUÉIO DOIX

Passando uma tarde no MAM
Jan 23, 2009 Bahia, Bia, dicas, lazer
Incentivada pela mãe do Rafa e da Juju, resolví dar vazão à “Miss Maker” que existe em você. Aliás, em toda criança, né? Quem não gosta de pincéis, tintas, coisas coloridas, bem alegres?!
Há alguns dias fiz uma maletinha da bagunça e te dei de presente, tinha tesoura, muitos papéis coloridos, cola glitter e lapis cera. É farra garantida! Você faz desenhos, muitos rabiscos e diz que tá tudo lindo. E eu concordo. Lindo demais!
Então quando eu soube que aos domingos tava rolando no MAM um programa de pintura pra crianças, foi sopa no mel. Ia te levar a um lugar lindo e te deixar fazer o que tem adorado… pintar!!
Foi a sua primeira vez em um museu, o museu de arte moderna da Bahia, que fica bem na transição entre a cidade alta e baixa de Salvador, numa avenida lindíssima, a Contorno, que descemos segurando o fôlego diante da vista maravilhosa da Bahia de Todos os Santos, com a Ilha de Itaparica ao fundo. Ah filha, como a nossa terra é bonita, viu! Quando você crescer mais um pouquinho tenho certeza que vai deixar essa bobagem de dizer que é “aióca” e assumir a sua baianidade. É tão bonito ser baiano… outro dia te falo sobre isso.
Bia, quando você chegou no pátio das mangueiras e viu a parede da entrada coberta com um tecido de tela, várias crianças e pincéis, tintas ao seu dispôr, foi muito engraçado. De cara disparou “Bia qué pintá”, o que conquistou de cara o artista plástico responsável pelo projeto, o Maninho. Ele te municiou com avental, colocou tintas numa paleta, te deu um pincel e falou “solta o braço, gatinha!” E lógico, você não se fez de rogada…
Em dado momento você até falou “Bia vai ser pintora” Rimos muito! Afinal, não era médica? Isso significa que você muda de interesse a depender da situação, o que é ótimo. Você ainda vai ver que nessa vida a gente muda muito, afinal, só não muda de idéia, quem não as tem.
O dia terminou com um magnífico pôr do sol que você não teve paciência de esperar. Dizia que o sol ia cair no mar (verdade absoluta!!!) e tava muito mais interessada nos saltos que uns moradores locais davam no mar para deleite dos turistas…
Mas foi bom, não foi? Indico a todos os seus amiguinhos.
P.S. O link pro MAM está ativo. Cliquem pra saber mais informações de horários. Convém vestir uma roupinha confortável, apesar que disponibilizam aventais. Ah! E não precisa levar tinta, pincel, nada… tem tudinho lá, “di grátis”
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Ajudando a sua memória
Sabe o que é memória, filha? É um lugar escondidinho, dentro do corpo da gente, onde as coisas marcantes que acontecem conosco ficam guardadinhas, como se fossem várias gavetas. Essas coisas marcantes, a gente também chama de lembranças. Umas são boas, outras não… e todas de alguma forma dão um jeito de “ficar” na gente.
Eu digo que ficam no corpo e não na cabeça porque algumas lembranças ficam no coração, e quando surgem o fazem apertar… outras estão na cabeça, sempre martelando, não nos deixando esquecê-las. Algumas ficam até no nariz! É sentir um cheiro e lembrar imediatamente de uma coisa… Sabe que tem um perfume que a sua avó usou muito tempo e que pra mim representa ela. Até comprei um frasco, apesar dele ser muito doce… Não faz mal… não foi pra usar, foi só pra de vez em quando abrir a tampa e lembrar da minha mãezinha.
Bom mesmo seria se tivéssemos total controle dessas gavetas. Poder abrir a que a gente quer, na hora que quer, ou perder a chave de algumas, pra que os sentimentos nelas nunca mais nos assombrem. Mas infelizmente não é assim…
E por outro lado, tem lembranças que a gente sabe que vão escapar da memória, ou pelo menos não deixar tão visível… E eu acredito que se trata dos acontecimentos nesse estágio de sua vida…
Por isso eu escrevo, por isso eu fotografo, e há algum tempo resolvi fazer “livrinhos” pra contar através deles a história por trás das fotos.
Dizem que você não vai lembrar das viagens que fazemos com você. Quem disse? Vou te mostrar esses livrinhos e contar como foi cada uma… não é possível que não consiga “empurrar” tais fatos na sua memóriazinha
Muita gente tira foto hoje em dia, mas é difícil a gente revelar, é tanta foto, que acaba nos faltando tempo e disponibilidade pra separar, fazer os álbuns e materializar essas memórias. Por isso os serviços de impressão de fotolivros são tão bons.
Eu já havia feito alguns através do Shutterfly, um serviço americano, super confiável, prático e de qualidade. Mas dessa vez resolvi seguir a dica da mãe da Gabi e testar um serviço nacional.
Não me arrependi. Foi facinho montar o álbum, depois mandar pro site e em uma semaninha ele tava em minhas mãos.
Por isso vou abrir um espaço no seu blog, filha, pra dar a dica.
No Shutterfly você faz um upload das fotos que você quer no álbum e monta ele todo online. Ele dá opções de diagramação de páginas, de fundos, de efeitos nas fotos, tudinho. Já no Digipix, você faz o download do software dele (o D-Book) e monta seu livro sossegada, sem precisar estar conectada na internet. Quando está pronto, você gera um arquivo master e escolhe como vai imprimir, se em uma loja da sua cidade ou se virtualmente (Submarino, Americanas, etc).
Pessoalmente acho que o americano tem mais opções de tamanhos, sem discriminar se você é fotógrafo ou não, como o serviço nacional faz. Mas a qualidade, pelo que ví, é a mesma.
E pra quem pensa que só porque vem de fora é mais caro, não é verdade, podemos considerar até barato perto do valor dos serviços nacionais. Mas com o dólar alto, acaba não compensando, porque demora pra chegar… quer dizer.. pra mim, 3 semanas, affff… tempo demais!
Em contra-partida, fiz o upload do arquivo pro site da Americanas no dia 09 de janeiro, uma sexta-feira, e dia 15 estava em minhas mãos. Sem contar que a Americanas não me cobrou frete!!!
Então, pra quem tá começando eu sugiro ir pelo Digipix, mas se você tiver um tempinho a mais teste o Shutterfly também! Garanto que não vão se arrepender.
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Fim de festa
Jan 15, 2009 Bia, desenvolvimento, nova fase
Nossas férias acabaram. Não podemos mais dormir juntinhas até às 9:30h, às vezes 10 da manhã… nem tirar aquela soneca gostosa de tarde. Acabaram os banhos de mangueira (você quase aposentou o chuveiro!), os lanchinhos a toda hora e o dengo full time do papai e da mamãe. Ficamos absolutamente por sua conta nesses 20 e poucos dias.
Deu trabalho, tenho que reconhecer. Você não é uma criança das mais fáceis de se lidar. Não brinca sozinha, não se concentra, até o filme você quer trocar a todo momento. Eu perdi a paciência várias vezes. Precisei deixá-la sozinha com seus berros e birras pra treinar o auto-controle…. o meu e o seu… Nessas horas a presença do seu pai foi fundamental, ele te acalmava, desviava sua atenção do foco da birra, e me disse que talvez você estivesse cansada da gente. Achei graça disso.
Será?
É certo que você pediu pra ir pra casa da vovó algumas vezes, quis dormir lá e nós deixamos. Sabemos que também precisamos desse tempo. E era muito gostoso sentir aquela saudade quando chegávamos em casa, ligar a toda hora pra ouvir a sua vozinha e ver o seu sorriso quando íamos buscá-la.
Os limites ficaram mais claros. Os nossos e o seu.
Agora chegou a hora de prepará-la pra nova fase. E pra começar, o berço fugiu, como você mesmo disse.
No lugar entrou uma mini-cama fofa, onde você senta e balança as perninhas. Sabemos que você vai fugir muito dela, que vai bater no nosso quarto, e até estamos com medo de eventuais quedas. Mas sei que essa pequena mudança representa muito no seu desenvolvimento.
Temos menos de um mês pra suas aulas começarem. Ainda vamos fazer revisões no médico, visitar um dentista e ver como faremos com esse soninho da tarde.
Muito trabalho pela frente mocinha.
Agora de fato, 2009 vai começar.
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Para o seu pai
Porque o seu pai exagera quando te aperta, esmagando em você todo o sentimento que ele tem. Como se quisesse te “contaminar” com ele, como se fosse mais fácil te passar um pouco pra ele ter espaço para cultivar mais e mais.
Como se precisasse…
Sou testemunha ocular de que não precisa. Eu enxergo as cenas, eu percebo vocês dois.
Quando você nasceu todos diziam que ele parecia mais moço.
Ontem você era “uma coisinha assim” que reinava no peito espaçoso dele. Não tô chamando ninguém de gordo, é que você era pitita demais. E ele nem se mexia pra não te acordar. E quando acordava, saía pelo condomínio, você nos braços, oferecendo ao sol.
Com ele você é sempre bagunça, mas às vezes não quer conversa. Geniosa, como eu, admito.
Talvez ele esperasse uma menina danada, mas obediente, que corresse pros braços dele e se aninhasse à procura de proteção. Você não veio assim. Gosta das brincadeiras mais doidas, de fazer o que quer, de brincar com o que não é brinquedo, e de contrariar ele, sempre.
E isso não é amor? Aos meus olhos sim.
Contrariar quase sempre significa estender um contato, uma conversa, uma ação. Assim você chama a atenção dele (sempre consegue) e ganha mais um daqueles apertos… transferência de sentimentos.
O seu pai ainda não descobriu o seu timing… você é daquelas pessoas que precisam se sentir livres, para ter vontade de se prender a algo. Tem personalidade. Assim como ele.
O bom é que bastam uns minutinhos pra vocês estarem novamente se “embolando” pela cama, rindo e fazendo “coscas” um no outro.
É muito bonito vê-la com o seu pai. À medida que você cresce, ele se torna mais criança.
Aproveite, filha. Tantos não podem fazer o mesmo…


