Onde esse povo está?
Mar 28, 2010 Bibi mundo afora, dicas, viagens
Depois do turbilhão de novidades nesta família, temos uma semaninha de descanso pela frente. Aproveitamos a semana santa, uns dias de folga acumulados e a semana que antecede a minha mudança pra Aju e viemos pro país hermano.
Lembram que Bibi teve aqui conosco com apenas 1 ano e 1 mês?
Queríamos muito relembrar aquela viagem, a 1ª viagem com ela pra fora do país e que foi tão importante, cheia de significados… ai ai, foi em Buenos Aires que Bibi aprendeu a andar, deu os passinhos mais lindos do mundo, com os bracinhos pra cima, no Parque Japonês.
Mas enfim, queríamos voltar pra cá, mas variar um pouquinho, então escolhemos San Carlos de Bariloche. Ainda sem neve mas já com o friozinho do outono, parecia perfeito pra apresentar à pequena uma paisagem totalmente diferente, um relevo montanhoso, com os belos lagos que existem por aqui.
Então viemos.. e que perrengue!
Não tinha ideia de como era dificil chegar aqui! A TAM só nos dava opção de vôo de madrugada e eu jurei que não viajaria mais com a Bia esse horário. Ela chapa geral e meu braço não aguenta mais os 15 quilos. E o stress quando acorda? Totally mau humor pro resto do dia!
Então, desmembrei as passagens e saí cedinho de SSA, fui pra Guarulhos, de lá pra Buenos Aires e por fim de lá pra Bariloche.
Ufa! Até Bia largou essa:
“Ôtro avião mamãe? Arre! Tlêis…” Hahahaha
Após 12 horas de viagem, chegamos num dos lugares mais lindos que já ví… Uma reserva, às margens do Lago Gutierrez cercada de montanhas, com nuvens baixinhas, parece que estamos sempre flutuando.
Muito frio, pros meus padrões, é claro… Bibi e o pai estão flanando por aí de bermuda, calça fininha. E eu de bota, morrendo de frio com os 8º da montanha, que convenhamos, não é a mesma coisa do asfalto.
Diante dessa beleza não me arrependo mais de ter vindo aqui mesmo sem neve. As opções de lazer são menos restritas aos esportes de neve…
Amanhã eu conto o que andamos fazendo por aqui.
Agora vou voltar ao meu vinho, e mais tarde compritas na cidade.
Que beleza…
Massinha caseira
Você ADORA fazer bagunça. Ninguém resiste quando te vê com aquela carinha de sapeca, juntando as mãozinhas e perguntando:
Vamu fazê bagunça?
Então num sábado sem graça, aproveitando que uma gripinha tava te impedindo de brincar no parquinho de areia, eu resolvi unir o útil ao agradável: não só brincar de massinha, que é uma das coisas que você mais gosta de brincar, mas fazer a nossa própria massinha, igualzinho fazem na sua escola.
Só não foi mais bagunça porque sua babá não deixou! Nos providenciou uma tigela grande e restringiu nosso espaço à cadeirinha.
Mas mesmo assim nos divertimos muito. Você mexeu, botou água colorida, mais farinha, até dar o ponto certinho. Sem nojo das etapas e ficando muito feliz quando chegamos ao resultado final.
E o mais legal é que deu pra guardar a massa e usamos até muito tempo depois. Bem prático e econômico!
Passando uma tarde no MAM
Jan 23, 2009 Bahia, Bia, dicas, lazer
Incentivada pela mãe do Rafa e da Juju, resolví dar vazão à “Miss Maker” que existe em você. Aliás, em toda criança, né? Quem não gosta de pincéis, tintas, coisas coloridas, bem alegres?!
Há alguns dias fiz uma maletinha da bagunça e te dei de presente, tinha tesoura, muitos papéis coloridos, cola glitter e lapis cera. É farra garantida! Você faz desenhos, muitos rabiscos e diz que tá tudo lindo. E eu concordo. Lindo demais!
Então quando eu soube que aos domingos tava rolando no MAM um programa de pintura pra crianças, foi sopa no mel. Ia te levar a um lugar lindo e te deixar fazer o que tem adorado… pintar!!
Foi a sua primeira vez em um museu, o museu de arte moderna da Bahia, que fica bem na transição entre a cidade alta e baixa de Salvador, numa avenida lindíssima, a Contorno, que descemos segurando o fôlego diante da vista maravilhosa da Bahia de Todos os Santos, com a Ilha de Itaparica ao fundo. Ah filha, como a nossa terra é bonita, viu! Quando você crescer mais um pouquinho tenho certeza que vai deixar essa bobagem de dizer que é “aióca” e assumir a sua baianidade. É tão bonito ser baiano… outro dia te falo sobre isso.
Bia, quando você chegou no pátio das mangueiras e viu a parede da entrada coberta com um tecido de tela, várias crianças e pincéis, tintas ao seu dispôr, foi muito engraçado. De cara disparou “Bia qué pintá”, o que conquistou de cara o artista plástico responsável pelo projeto, o Maninho. Ele te municiou com avental, colocou tintas numa paleta, te deu um pincel e falou “solta o braço, gatinha!” E lógico, você não se fez de rogada…
Em dado momento você até falou “Bia vai ser pintora” Rimos muito! Afinal, não era médica? Isso significa que você muda de interesse a depender da situação, o que é ótimo. Você ainda vai ver que nessa vida a gente muda muito, afinal, só não muda de idéia, quem não as tem.
O dia terminou com um magnífico pôr do sol que você não teve paciência de esperar. Dizia que o sol ia cair no mar (verdade absoluta!!!) e tava muito mais interessada nos saltos que uns moradores locais davam no mar para deleite dos turistas…
Mas foi bom, não foi? Indico a todos os seus amiguinhos.
P.S. O link pro MAM está ativo. Cliquem pra saber mais informações de horários. Convém vestir uma roupinha confortável, apesar que disponibilizam aventais. Ah! E não precisa levar tinta, pincel, nada… tem tudinho lá, “di grátis”
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Ajudando a sua memória
Sabe o que é memória, filha? É um lugar escondidinho, dentro do corpo da gente, onde as coisas marcantes que acontecem conosco ficam guardadinhas, como se fossem várias gavetas. Essas coisas marcantes, a gente também chama de lembranças. Umas são boas, outras não… e todas de alguma forma dão um jeito de “ficar” na gente.
Eu digo que ficam no corpo e não na cabeça porque algumas lembranças ficam no coração, e quando surgem o fazem apertar… outras estão na cabeça, sempre martelando, não nos deixando esquecê-las. Algumas ficam até no nariz! É sentir um cheiro e lembrar imediatamente de uma coisa… Sabe que tem um perfume que a sua avó usou muito tempo e que pra mim representa ela. Até comprei um frasco, apesar dele ser muito doce… Não faz mal… não foi pra usar, foi só pra de vez em quando abrir a tampa e lembrar da minha mãezinha.
Bom mesmo seria se tivéssemos total controle dessas gavetas. Poder abrir a que a gente quer, na hora que quer, ou perder a chave de algumas, pra que os sentimentos nelas nunca mais nos assombrem. Mas infelizmente não é assim…
E por outro lado, tem lembranças que a gente sabe que vão escapar da memória, ou pelo menos não deixar tão visível… E eu acredito que se trata dos acontecimentos nesse estágio de sua vida…
Por isso eu escrevo, por isso eu fotografo, e há algum tempo resolvi fazer “livrinhos” pra contar através deles a história por trás das fotos.
Dizem que você não vai lembrar das viagens que fazemos com você. Quem disse? Vou te mostrar esses livrinhos e contar como foi cada uma… não é possível que não consiga “empurrar” tais fatos na sua memóriazinha
Muita gente tira foto hoje em dia, mas é difícil a gente revelar, é tanta foto, que acaba nos faltando tempo e disponibilidade pra separar, fazer os álbuns e materializar essas memórias. Por isso os serviços de impressão de fotolivros são tão bons.
Eu já havia feito alguns através do Shutterfly, um serviço americano, super confiável, prático e de qualidade. Mas dessa vez resolvi seguir a dica da mãe da Gabi e testar um serviço nacional.
Não me arrependi. Foi facinho montar o álbum, depois mandar pro site e em uma semaninha ele tava em minhas mãos.
Por isso vou abrir um espaço no seu blog, filha, pra dar a dica.
No Shutterfly você faz um upload das fotos que você quer no álbum e monta ele todo online. Ele dá opções de diagramação de páginas, de fundos, de efeitos nas fotos, tudinho. Já no Digipix, você faz o download do software dele (o D-Book) e monta seu livro sossegada, sem precisar estar conectada na internet. Quando está pronto, você gera um arquivo master e escolhe como vai imprimir, se em uma loja da sua cidade ou se virtualmente (Submarino, Americanas, etc).
Pessoalmente acho que o americano tem mais opções de tamanhos, sem discriminar se você é fotógrafo ou não, como o serviço nacional faz. Mas a qualidade, pelo que ví, é a mesma.
E pra quem pensa que só porque vem de fora é mais caro, não é verdade, podemos considerar até barato perto do valor dos serviços nacionais. Mas com o dólar alto, acaba não compensando, porque demora pra chegar… quer dizer.. pra mim, 3 semanas, affff… tempo demais!
Em contra-partida, fiz o upload do arquivo pro site da Americanas no dia 09 de janeiro, uma sexta-feira, e dia 15 estava em minhas mãos. Sem contar que a Americanas não me cobrou frete!!!
Então, pra quem tá começando eu sugiro ir pelo Digipix, mas se você tiver um tempinho a mais teste o Shutterfly também! Garanto que não vão se arrepender.
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Bora?
Dec 28, 2008 Bahia, Bia, dicas
Já faz um tempinho que o calorão se instalou por aqui, mas o verão de fato começou hoje para Bia.
Ontem li uma notinha no jornal que falava muito bem de uma barraca de praia que estava renovada e com área para crianças, a Bora-bora na praia de Aleluia. Resolvemos conferir, é claro.
O duro é que Bia anda muito preguiçosa, não acorda antes das nove de jeito nenhum, e a essa hora o sol já tá torrando os miolos!
Conseguimos tirá-la da cama às oito, arrumamos as tralhas (que a cada dia diminuem, graças a Deus) e fomos à la plaia… pertinho… menos de cinco minutos de carro.
Olha, como diz uma tia minha, vou ser sincera, tá? O dia tava lindo, um sol de rachar, o mar tava morninho, mas fala sério… o jornal exagerou. A barraca é ótima, mas para adultos. A área kids não é cercada como a nota insinuava, chegando a sugerir “esqueçam as babás”, os brinquedos, ou melhor, um balanço, uma casinha e uma tirolesa, são de madeira, na areia quente e cercados daquelas plantas que parecem umas pinaúnas verdes, sabe?! Valha-me Deus! Enquanto eu e Bia observávamos um funcionário chegou a dizer: “cuidado com os espinhos”. Fui embora correndo pra areia. Esse povo precisa de assessoria de umas mães!
Já pros adultos é ótima, tem uma área de madeira pra quem não gosta de sujar os pés de areia (acreditem, tem gente que vai a praia, mas não quer se sujar! hahahaha), com lounges, sofás de madeira recobertos de almofadas, tudo de muito bom gosto. O atendimento também é 10.
Mas eles não têm guarda-sóis sobressalentes, só os das mesas, então, se querem proteger os filhotes que ficam fazendo castelinho, levem o seu! E os chuveiros, tão necessários pra refrescar aquele bolinho de estudante que você costuma chamar de filho, ficam na parte superior da barraca, separados de degraus, muitos degraus!!!
Resultado, voltamos cedo pra casa e enchemos a velha piscininha, de onde a menina só saiu pra atacar o churrasquinho que o irmão preparava.
Foi só o primeiro dia, mas ela já tá de marquinha de biquini. Uma fofa!
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P.S. Mudei o topo do blog, pra contagiar vocês com a alegria que envolve nossa terra essa época do ano. E estou esperando visitas, héin, héin??



