Meus 18

Será que completei a maioridade como mãe de bebê? Ou será que minha filhota não é mais um bebê?
Confesso que qualquer resposta me assusta.
Primeiro porque ninguém me ensinou esse negócio de ser mãe e até agora eu não sei como tenho me saído na tarefa. Quer dizer…minha filha está saudável, se desenvolvendo a olhos vistos, é esperta, alegre… será que esse é o caminho? Acho que como a Vovoginha disse, só vou saber essa resposta mais tarde, no futuro, e pra quem gosta de resultados a curto-prazo isso é um soco no estômago. Isso me faz sofrer, claro, sou normal, me preocupo, sou geminiana, perfeccionista, mas deve ter algum ascendente ou lua que me fazem pensar que as coisas sempre se ajeitam, senão já tinha pirado.
Na verdade o que mais me preocupa é o amor. Não aquele que é intrínseco às mães normais, me refiro às manifestações de amor, o carinho, o afeto. Eu não me lembro de ter uma família adepta à esses gestos carinhosos, e eu precisava. Fui amada, cresci num ambiente saudável, mas só vim a ser tão abraçada e beijada quando adulta. Não quero que isso aconteça aqui em casa. Sou uma pessoa muito “tátil”, vivo abraçando, beijando, cheirando e com minha filha não podia ser diferente. Eu já a flagro me alisando na hora de dormir, me abraça encolhendo os ombrinhos, enchendo de significados os meus poucos momentos com ela. E isso me soa como um plus no meu boletim maternal.
A resposta à outra pergunta também me assusta porque uma amiga me disse que é cruel ver os filhos crescerem, e cada avanço no desenvolvimento da Bia me aperta o peito, mas também me faz sorrir. Na verdade cruel é o tempo, que não corre seletivamente pro que realmente precisamos. Eu fico feliz sim de vê-la correr, alcançar uma prateleira, mastigar com os dentinhos laterais, falar uma palavrinha nova, mas isso me expõe a verdade nua e crua, cada dia o meu tempo diminui e é contra esse tique-taque que eu corro pra incutir na minha filha o que é o amor de mãe. Uma mãe nada perfeita, que chora, esperneia, é vaidosa, adora dar colo, sair à noite, viajar, filosofar, e sorrir, ainda que tudo esteja pelo avesso (o que não é o caso, mas às vezes fica!).
Parabéns Bibi, espero que nos seus 18 a mamãe seja mais bem-resolvida consigo mesma.
Yoga e terapia me aguardem! (esses 30 tão acabando comigo, bléééé)
P.S.Hoje caí em tentação e fiz uma festinha pra comemorar os 18 meses de Bibi. Nada demais, um bolinho gostoso, família em volta da mesa e a menininha esbanjando graça e aprontando todas.





