Voltar ou não voltar, eis a questão.
Tanta coisa diferente… muitas mudanças, coisas boas, coisas chatas.
Sou melhor, bem melhor agora e por isso o mundo ao meu redor também está melhor.
Hoje tenho mais coisas pra falar que simplesmente sobre a vida da minha Bia; que continua sendo o centro do meu universo, mas que talvez não mereça alguns olhares de cobiça alheia.
Em menos de 140 caracteres tudo fica muito pequeno, não é? ![]()
Então vamos lá, me ajudem… ainda querem me ouvir falar?
Dúvida cruel
Da sua mamaji
Oi filha.
Sexta feira você me proporcionou mais um dos momentos mais marcantes da minha vida. Foi a nossa primeira festa do dia das mães na sua escola.
Foi uma festa temática, indiana, olha que legal!
Recebemos um convite lindo, com uma foto do Taj Mahal e instruções sobre como nos vestir. Todas as mamães de sári, lenços, batas indianas. E quando entrei no auditório, me senti de fato transportada… tudo forrado de tapetes e almofadas, incenso queimando, música ambiente.. quanto capricho, filha!
A apresentação não podia ter sido mais emocionante. As musiquinhas, a indumentária das crianças, tudo muito colorido, feito especialmente pra gente. Você tava meio dodói, mas mesmo assim não deixou de fazer, ainda que de forma tímida, a coreografia. Depois tivemos uma participação, fazendo um denguinho no palco.
Que tarde linda!
E pra que a gente nunca mais esqueça, essa foi a musiquinha que você cantou pra mim…
Num cavalinho elefante
pra você eu vou chegar
E dizer à mamãezinha
que pra sempre eu vou te amar
Jogo um beijinho doce,
um abraço apertado
E guardo a mamãe no meu coração
E depois disso tudo, você caiu doente de verdade.. como eu nunca ví… e fomos pra emergência. Medo demais, filha. Pavor de ver você molinha daquele jeito, recebendo soro e ardendo em uma febre permanente.
Tive dois dias de cão, sobressaltada com entra e sai de médicos, diagnósticos imprecisos e você quietinha, me pedindo ajuda quando alguém entrava pra te futucar mais uma vez.
Agora você está em casa, mas ainda não está boa… me deu um anel lindo, escolhido pelo papai-príncipe.
Mas o que eu queria de verdade era ver você boazinha, correndo pela casa e dando aquelas gargalhadas lindas.
Um beijo, meu amor. Pra você e pra todas as mamães que nos acompanham.



Tanto tempo longe de você…
Ah minha princesa, como sofremos nesses 10 dias longe de você. Aonde estávamos com a cabeça quando inventamos essa viagem?
A saudade começou exatamente no momento em que te dei um cheirinho no pescoço, às 5 da matina, antes de ir pro aeroporto a caminho de São Paulo.
E continuou na fila do embarque quando lembramos que você adora derrubar as cordinhas… Quando chegamos em São Paulo, falamos o tempo todo de você com o Tio Rodrigo, depois contamos orgulhosos pra Tia Susi os seus progressos na escola e fiz um marketing da sua beleza com o pimpolho deles… um loirão de olhos azuis… lindo filha! rsrsrs
E no dia seguinte, filha, matei uma vontade antiga. Conheci a tia Ká, a linda mãe do gato mais lindo da net. Conversamos muito, adivinha sobre quem?! Você não saiu da minha cabeça por um minuto meu amor.

Então seguimos pra nossa “festinha particular”, um tempinho só dos papais, numa cidade doida, com muitas lojas pra gente se esbaldar, já que você não deixa a gente comprar quando está conosco.
Olha filha, podem dizer o que for, mas os estados unidos, são os estados unidos e basta. É sempre muito fácil estar lá, ficar lá, passear por lá. Tudo muito prático, do jeito que EU gosto. Não deixei de sentir um friozinho na barriga quando cheguei na imigração… sabe lá, né? povo doido… tomei um carão por conta do passaporte que ia vencer com 5 meses e 25 dias e não 6 meses como eles exigem… mas me deixaram entrar. Também… “seu” Barack não deve estar abrindo mão de brasileiros por lá… ô povinho que gosta de comprar… só perde pros japas.. imbatíveis!
Eu gostei de Nóva ióque, viu! Segui as dicas da Tia Mic e da Tia Dani e passeei muuuuito, usando o sentido de orientação do papai, porque a mamãe veio com o gps quebrado de fábrica… rsrsrs
Andamos mais do que na vida toda, mas valeu a pena, conheci a 5th avenue de trás pra frente! E o que é aquela Times Square? Aquilo é o pesadelo de quem sofre de enxaqueca.. hahaha.. quantas luzes, cruzes!
Babei no Museu de História Natural e ví o Central Park num típico sábado de sol.. cheio de branquelos refestelados no calor e de crinças correndo, brincando com água.
Fiquei confusa naquele metrô doido, mas depois me entendi com as cores das linhas, o downtown e uptown e tudo foi tranquilo.
Amei o tal do Woodbury Commons Outlet… que lugar! Muitas e muitas compras… as malas lindonas da Sansonite, roupinhas lindas pra você da Gymboree, Gap Baby, Disney Store…
A lombar da mamãe reclamou de tanto esforço… caminhadas e peso das compras. A visita ao Empire State Building foi o tiro de misericórdia, mais demorado que as filas da Disney no verão! Não recomendo.
Ficávamos eufóricos todas as manhãs, injetados de ânimo por falar e ver você no skype. Lindinho ver você perguntando todo dia: “Onde você tá? Eu quéio ir tabém!” E íamos dormir cabisbaixos, sentindo falta até dos seus chutes quando dorme entre nós.
Mas sobrevivemos, e voltamos com as malas recheadas de presentes pra você. Inclusive “tudo das pincesas” como pediu.
E já tá decidido. Ficar longe de você, por enquanto, só por no máximo 5 dias.
Na próxima, você vai, prometo!


Depoimento

Meu nome é Beatriz Almeida, tenho 2 anos e 7 meses e estou há 18 dias sem chupar a minha “tupêta”.
Meu prazo era largar até os 3 anos, mas a mamãe resolveu adiantar.
É que eu já não tinha controle, só queria chupeta a toda hora, no carro, na escola, em casa…
Então num dia em que eu não pude esperar 20 minutinhos pra mamãe poder encostar o carro, pegar na minha mochila e me dar, eu dei um xilique que foi a gota d´água. A partir daquele dia eu não soube mais o que é ter o meu “consolinho”.
Foi radical, viu! Mamãe me explicou que tava fazendo dodói no meu dentinho, que eu era uma mocinha, e simplesmente sumiu com as minhas tupetinhas.
Reconheço que achei que ia ser pior… como eu ia dormir? como eu ia andar de carro, naquele balancinho gostoso, sem ter a minha pepê pra relaxar? E na hora do denguinho, quando a minha mamãe estivesse viajando, quem ia suprir a falta dela?
Mas na primeira noite deixaram eu dormir na cama da mamãe, brincar até tardão e eu nem senti falta. De madrugada é que sofri a minha primeira crise de abstinência. Chorei muito, na esperança da mamãe desistir dessa tortura, tava quase conseguindo, se fosse só com o papai, talvez… mas não deu certo.
Nem a vovó voltou atrás!
O bom é que uma tal fadinha passou em casa no final de semana e quando viu as chupetas no lixo, me deixou dois presentinhos, um pra cada pepê jogada fora… e eu amei um deles… uma maletinha de maquiagem com esmaltes, batom, sombra, glitter…
E de agora em diante sou uma mocinha, é isso que a mamãe diz.
E eu espero ter forças pra continuar.
Minha filhotinha linda,
Você ficou ainda mais linda sem a chupeta. Eu reconheço que cê ainda é uma bebezinha, mas não dava pra continuar com esse vício.
E em apenas duas semanas a sua mordida começou a fechar… foi muito rápido!
Já já você supera isso e a nossa casa vai ser o castelo de uma princesinha, não mais a casa de uma bebezinha.
Te amo!
Minha coelhinha
Eusei, eu sei… a páscoa já passou há séculos! Já estamos inclusive em outro feriado!
Mas a mamãe não podia deixar de registrar a sua primeira páscoa como coelhinha.
Foi a estréia do seu uniforme de “festa” da escolinha… todo branquinho, uma gracinha! Adorei a praticidade da sua escola… em dia de festa não existem séries diferentes, todos são iguais, um bando de pingo de gente de sainha branca, blusinha branca, tudo branco… parecendo uns floquinhos de algodão
Parecia que tudo havia diso orquestrado. Nesse mês, os coelhinhos da escola deram cria, e os jardins ficaram coalhados de “coelhitos bebês”, palavras suas. Pretinhos, branquinhos, tudo contribuindo pra você entrar no clima de páscoa.
Levamos um cesto cheio de lembrancinhas pras professoras e coleguinhas e você se sentiu uma coeljinha de verdade, distribuindo com graça as guloseimas.
Sua dinda e a vovó não perderam essa, lógico… muito corujas! muito demais, como diz você. rs rs rs
A festa foi fechada, então tive que me contentar em esperar o dvd que encomendei pra não perder a oportunidade de vê-la cantando a música do “coelhinho fanquês”.
Quem disse que eu entendia o que era isso? Nem me toquei do “bonjour” que andava escapando lá em casa. Só liguei uma coisa na outra quando ví a bandeirinha da França na sua orelhinha de coelho. Coisa mais linda!!!
Final do dia, como boa aprendiz da Tia Mic, cheguei pra te pegar de máquina em punho e registrei a coelhinha mais linda do mundo.
Na sua mochila um coelhinho de pelúcia de lembrança da escola, e muitos chocolatinhos que os coleguinhas mandaram.
Carinho demais, né filha? Que você cresça sempre cercada por isso… de todos os lados.